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 03 de Fevereiro de 2026

Aline Campos entrou no Big Brother Brasil vendendo uma imagem de equilíbrio, espiritualidade e fluidez emocional, mas o que se vê, na prática, é quase o oposto disso. Por trás da capa de zen, há uma participante visivelmente mais ansiosa do que a média da casa, sobretudo na forma como tenta controlar a percepção alheia sobre si mesma. O desejo constante de saber o que pensam dela não nasce da escuta, mas da inquietação. E ansiedade, quando mal elaborada, não aproxima, invade.
 
Sua abordagem é repetitiva e, muitas vezes, agressiva na forma como se apresenta: “Você pode explicar por quê?”, “Só queria entender”. Não como curiosidade genuína, mas como cobrança emocional precoce. O efeito disso é paradoxal: quanto mais Aline tenta compreender e organizar as relações, mais ela as engessa. Já ouviu de mais de uma pessoa que conexões são orgânicas, que não se explicam, simplesmente acontecem. Ainda assim, insiste em racionalizar afetos que ainda nem tiveram tempo de nascer.
 
O erro é claro. Todo o tempo investido em interrogações e justificativas é tempo subtraído da experiência compartilhada. Conexões sinceras não surgem sob auditoria emocional. Elas se constroem no silêncio confortável, no riso despretensioso, na convivência sem pauta. Ao tentar conduzir o fluxo, Aline rompe justamente com aquilo que diz defender: a naturalidade. O zen, quando vira método de controle, deixa de ser serenidade e passa a ser sufocamento.
 
A cena com o médico, logo na primeira semana, foi emblemática. Ao indicá-la ao paredão, ele foi direto: “Aline me procurou, veio falar comigo, perguntar, mas eu não devo satisfação”. Uma frase simples, madura, que expõe um limite básico das relações humanas: ninguém é obrigado a explicar seus afetos, muito menos no início de um convívio forçado. A resposta de Aline, um “namastê”, soou menos como aceitação e mais como fuga simbólica. A espiritualidade usada como verniz não substitui o trabalho emocional real. E logo depois ela repetiu o feito com Ana Paula segundos antes do Big Fone tocar.
 
Há também uma infantilização do afeto em curso. Cobrar reciprocidade emocional em três dias de jogo revela uma compreensão imatura das relações humanas. Quando Aline afirma que “se esforça para deixar tudo fluido e harmônico”, ela desmonta o próprio argumento: esforço excessivo é justamente o oposto do orgânico. Meditação acalma, mas não opera milagres quando não há escuta interna. Talvez sair do foco logo no início fosse mais saudável do que insistir em conexões não orgânicas. No BBB, e fora dele, harmonia não se exige, nem existe, vez outra ela se permite. A vida é caos.
 
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal DN

 

Ana Paula e Aline Campos discutem no BBB-26. Foto/Reprodução Rede Globo

 

 

 

 

 

 

Fonte: Coluna Alexandro Lo-Bianco/https://lobianco.ig.com.br/2026-01-17/bbb-aline

 

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