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 03 de Fevereiro de 2026

Itapemirim: Uma denúncia protocolada na última sexta-feira (16) na Câmara Municipal de Itapemirim acendeu um alerta político na cidade. O vereador Paulo de Oliveira Cruz Neto (Podemos), o Paulo Neto, é acusado por sua ex-assessora jurídica, Dra. Patrícia de Oliveira, de quebra de decoro parlamentar e improbidade administrativa.
 
A denúncia lista uma série de supostas irregularidades no gabinete, incluindo imposição de regime de trabalho abusivo, contratação de servidores fantasmas, coação e a prática conhecida como “rachadinha” (apropriação de parte do salário de servidores).
 
Vereador cita gravações clandestinas e se defende
 
Procurado pela reportagem o vereador Paulo Neto afirmou na tarde desta segunda-feira (19) que ainda não foi notificado oficialmente, pois a equipe jurídica da Câmara está analisando o processo, mas negou veementemente as acusações.
 
Em sua defesa, o parlamentar atribuiu a denúncia a um suposto sentimento pessoal da ex-servidora e revelou a existência de gravações feitas sem o seu consentimento.
 
“Sou inocente das acusações. Não sei o porquê de tanto ódio dessa ex-servidora. Não posso admitir pessoas ao meu lado gravando, sem minha permissão, conversas e intenções para depois querer tentar me incriminar”, declarou o vereador.
 
Paulo Neto reforçou que realiza um trabalho “sério, comprometido com a verdade e com a ética” e apresentou um balanço de sua atuação legislativa como prova de sua conduta. Segundo o parlamentar, seu mandato já produziu 287 ofícios, 80 indicações, 23 projetos de lei (sendo 13 já convertidos em lei) e diversas moções e audiências. “Nada supera o trabalho”, finalizou.
 
Denunciante foca na esfera judicial
 
Também contatada pela reportagem para detalhar as provas materiais das acusações, a advogada e ex-assessora Dra. Patrícia de Oliveira optou por não dar entrevistas no momento.
 
Em nota enviada à redação, ela afirmou que, “em respeito aos procedimentos legais e à seriedade que o caso exige”, não se manifestará publicamente. A advogada ressaltou que todas as declarações e provas serão prestadas com exclusividade aos órgãos competentes responsáveis pela investigação (Câmara e Ministério Público).
 
A denúncia segue agora o rito do Decreto Lei Federal nº 201/67. O presidente da Câmara, Thiago Leal, já tem conhecimento do documento. Caso a denúncia seja aceita pelos pares, poderá ser instaurada uma Comissão Processante que, em última instância, pode levar à cassação do mandato do vereador.
 
Além da esfera política, as acusações, se comprovadas, podem configurar crime e improbidade administrativa, o que deve atrair a atuação do Ministério Público Estadual nos próximos dias. 

 

 
 
 

 

 

 

 

Com informações ES Notícias

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