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 17 de Outubro de 2018

Vitória-ES: O Aeroporto possui reserva de combustível para as aeronaves por apenas 18 horas, de acordo com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), que divulgou um balanço nesta quinta-feira (24), revelando que em nove aeroportos do Brasil o combustível só é suficiente para assegurar as atividades até esta sexta-feira (25).

 

No quarto dia de paralisação dos caminhoneiros, pelo menos três aeroportos administrados pela Infraero já estão sem combustível para manutenção das atividades de pousos e decolagens. Os terminais de São José dos Campos, em São Paulo; Ilhéus, na Bahia, e Carajás, no Pará, operam sem ter o abastecimento do querosene de aviação.

 

Dos nove aeroportos que possuem combustível para assegurar a atividade até esta sexta-feira, seis só operam com querosene suficiente por mais 12 horas. São eles Recife (PE), Uberlândia (SP), Londrina (PR), Goiânia (GO), Maceió (AL) e Palmas (TO).

 

A exemplo de Vitória, os aeroportos de Navegantes (SC) e Juazeiro do Norte (CE) têm reserva que assegura as operações por até 18 horas. O Aeroporto de Congonhas (SP), que chegou a apresentar situação crítica, na quarta-feira (23), recebeu 12 caminhões de combustível, o que minimizou a situação de emergência.

 

Brasília e Natal

 

Em relação aos aeroportos concedidos, a Inframerica, concessionária que administra o Aeroporto de Brasília, disse que permanece em estado de atenção. A expectativa era que o querosene de avião terminasse por volta das 17h, mas a empresa conseguiu receber um caminhão com 60 mil litros do combustível.

 

“No entanto, permanecemos em estado de atenção já que apenas um caminhão não supre a demanda”, informou a empresa que, até as 17h, disse que o aeroporto havia recebido 243 operações entre pousos e decolagens. Houve 10 atrasos e apenas um cancelamento.

 

A Inframerica disse ainda que a greve dos caminhoneiros não chegou a afetar as operações do Aeroporto de Natal, também administrado pela concessionária. “As nossas reservas de combustível seguem disponíveis para a manutenção das operações regulares pelos próximos dias”, disse.

 

Confins

 

Já em Minas Gerais, a empresa responsável pelo Aeroporto de Confins, BH Airport, disse que acionou um plano de contingência e todos os esforços para assegurar o abastecimento de aeronaves, mas já enfrenta restrições.

 

“A recomendação é que os passageiros entrem em contato com as companhias aéreas e consultem a situação dos voos antes mesmo do deslocamento até o aeroporto”, informou a concessionária.

 

Infraero

 

Consultada pela Agência Brasil, a Infraero reafirmou posicionamento apresentado na noite de ontem(23). A empresa informou que está monitorando o abastecimento de querosene de aviação por parte dos fornecedores que atuam nos terminais.

 

A empresa disse também que “já alertou aos operadores de aeronaves que avaliem seus planejamentos de voos para que cada um possa definir sua melhor estratégia de abastecimento de acordo com o estoque disponível na origem e destino do voo.”

 

A Infraero voltou a recomendar aos passageiros procurem suas companhias para consultar a situação de seus voos. “Aos passageiros, a Infraero recomenda que procurem suas companhias para consultar a situação de seus voos. Aos operadores de aeronaves, a empresa orienta que façam a consulta sobre a disponibilidade de combustível na origem e no destino do voo programado”, informou a empresa por meio de nota.

 

Já a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) disse que mesmo com a escassez de combustível nos aeroportos, todos os voos que estão em operação seguem abastecidos dentro do estabelecido pelos regulamentos da Agência.

 

“Os regulamentos da Anac estão amparados internacionalmente e regulam o cálculo a ser feito conforme a rota, a reserva mínima a ser observada, além de instruções sobre a operação que podem alterar o cálculo do combustível. Todas as medidas estipuladas nas operações visam a segurança operacional dos voos, que é a prioridade para a Anac”, informou a agência.

 

A Anac também recomendou aos passageiros o contatos com as empresas aéreas antes de se deslocarem para os aeroportos até que a situação se normalize.

 

Distribuidoras

 

A Plural, associação que representa distribuidoras de combustíveis, afirmou que está empenhada em regularizar a situação, com um grupo dedicado 24 horas por dia, integrado com o gerenciamento de crises da Casa Civil e com a Agência Nacional do Petróleo (ANP).

 

“A interdição das vias pelos caminhoneiros e o consequente impedimento da distribuição de combustíveis e lubrificantes já vêm causando impactos em diversos setores e prejudicando a população. A Plural está empenhada em regularizar a situação, com um grupo dedicado 24 horas por dia, totalmente integrado com o gerenciamento de crises da Casa Civil e com a ANP. Há produto e caminhões para entrega. A Associação trabalha com as autoridades competentes para interlocução junto aos manifestantes, visando o abastecimento de serviços essenciais, tais como aeroportos, barcas, ônibus, hospitais, polícia e bombeiros, entre outros.”

 

Aeroporto de Vitória | Foto/Reprodução/Breno Ribeiro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

*Com informações da Agência Brasil/Folha Vitória/Redação IOL

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