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 19 de Junho de 2018

Bombeiros começa as buscas por vítimas nos escombros do prédio que desabou na região do Largo do Paissandu, em São Paulo. Prédio vizinho ainda apresenta focos de incêndio e muita fumaça pela manhã. 

 

Segundo os bombeiros, o edifício não corre risco de desabamento e todos os moradores já foram retirados do local. O Um incêndio começou pela 1h30 da madrugada no prédio e acabou desabando poucas horas depois. Ainda não há um balanço oficial de feridos ou vítimas.

 

O secretário de Assistência Social da Prefeituras de São Paulo, Filipe Sabará, disse à GloboNews que 90 famílias, num total de 248 pessoas, estavam no prédio e estão sendo atendidas pela secretaria. A prefeitura pretende levá-las para um centro de acolhida.

 

"O Corpo de Bombeiros já tinha feito vistorias neste prédio, já tinha atuado de forma a verificar o que tinha acontecido aí (na ocupação). Todas as autoridades competentes estavam cientes em relação às condições de segurança desse prédio", afirmou o capitão Marcos Palumbo, porta-voz do Corpo de Bombeiros.

 

Segundo ele, a situação do imóvel e da ocupação irregular contribuíram para o rápido avanço das chamas."Ele tinha elevadores que foram substituídos (retirados). Então, esses dutos de ar que tinham no meio, pelo fosso do elevador, acabam formando uma chaminé. Você tinha muito material combustível: madeira, papel, papelão, algo que fez com que essa chama se propagasse com rapidez."

 

"Eu estava dormindo, acordei meu marido gritando 'fogo, fogo, fogo'. Peguei meu filho e saí. Não consegui salvar os documentos dele, consegui salvar só os meus. Estou aqui no meio da rua, com roupa de dormir, sem nada", afirma Crivalda, que morava no prédio que desabou havia 1 ano."Eu tinha medo mas eu não tinha condições de morar em outro lugar."

 

Segundo um ex-morador do prédio que desabou, havia muita fiação aparente e rachaduras nos andares superiores, além de muito colchão e entulho no local.

 

"Às vezes ficava dois, três dias sem luz. O pessoal mexia na rede elétrica sem entender", afirmou Antonio, que morou no local de 2015 a 2017, até arranjar emprego e se mudar para Santana.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

*Com informações G1-SP/Redação IOL

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