Olá! Seja bem vindo ao nosso site. 

 18 de Outubro de 2018

Enquanto novos capítulos passam a integrar o caso da  recuperação judicial da Viação Itapemirim, os funcionários da empresa, que já foi uma das maiores da América Latina em transporte de passageiros, sofrem com fracionamento dos salários e do 13º, além de atraso no pagamento de benefícios como o tíquete-alimentação.

 

O parcelamento do 13º salário foi a gota d’água para trabalhadores de Guarapari, que decidiram cruzar os braços na última segunda-feira, dia 4, por algumas horas. Na semana anterior, empregados de Vitória fizeram uma manifestação por conta da situação.

 

De acordo com o diretor do Sintrovig (Sindicato dos Rodoviários que representa Guarapari), Wanderley Gonçalves, o sindicato vem notificando a empresa, mas não houve retorno, o que acabou provocando a manifestação.

 

“O salário, eles pagam todo dia um pouquinho, os funcionários não têm recebido tudo até o 5º dia útil. O plano de saúde está sendo descontado, mas não conseguem usar, pois a empresa não estava repassando. Já o tíquete, são dois atrasados. As férias, quando o pessoal sai, só recebe quando volta. E agora estão querendo parcelar o 13º em três vezes. Se eles não pagarem o 13º de uma vez, vamos parar a partir de 24 de dezembro. A gente vai soltar um edital de greve”, ameaça o diretor.

 

ACORDO

 

 Após a manifestação, a empresa fez um acordo com os trabalhadores, e se comprometeu a pagar um dos tíquetes atrasados e a devolver a parte do plano de saúde descontada.

 

Segundo o presidente do Sindimotoristas, Elias Brito Spoladore, há cerca de quatro meses a empresa não efetua o pagamento no quinto dia útil. “Tem mês que eles pagam entre o dia 15 e o dia 20. Mês passado, pagaram parcelado, e terminou depois do dia 20”, observa.

 

Segundo ele, as rescisões dos empregados demitidos também não estão sendo pagas. “Todos os processos que ajuizamos, são 160, foram inseridos na recuperação judicial. Aí tem que aguardar o desdobramento. Mas a empresa continua demitindo pontualmente, e essas rescisões também não são pagas”, diz Spoladore.

 

IMOBILIÁRIA VAI PARA AS MÃOS DOS NOVOS ACIONISTAS

 

A Imobiliária Bianca, única empresa incluída no pedido de recuperação judicial da Itapemirim que ainda estava sob o controle acionário da família Cola, foi liberada para transferência para os atuais sócios, Camila Valdivia e Sidnei Piva. A decisão foi proferida no último dia 7 de novembro.

 

A empresa detém 95% do patrimônio imobiliário da família. De acordo com os Cola, no contrato de venda da Itapemirim, os imóveis que estão sob controle da Imobiliária Bianca ficariam de fora do negócio, em anexos específicos. No entanto, eles afirmam nunca terem assinado os anexos.

 

Dois processos estavam bloqueando a transferência da imobiliária para Sidnei e Camila: um inventário e uma ação cautelar de sequestro. O desembargador Jorge do Nascimento Viana, da 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça, modificou a medida cautelar de sequestro e liberou as cotas societárias da empresa.

 

No último dia 6, membros da família receberam uma notificação extrajudicial para desocupação em 30 dias dos imóveis de propriedade da Imobiliária Bianca, entre eles, o platô zero da Viação Itapemirim, em Cachoeiro, onde o fundador da empresa, Camilo Cola, 94, vive atualmente. Outros imóveis estão em Vitória, São Paulo e Rio de Janeiro.

 

A advogada de Camila Valdivia, Valéria do Amaral, informou que requeriu a “devolução de todos os imóveis que pertencem à Imobiliária Bianca, exceto a casa onde Camilo Cola, fundador da Itapemirim, mora e que se encontra em seu nome”.

 

O advogado de Camilo Cola, José Carlos Stein Júnior, informou que vai adotar medidas junto ao Poder Judiciário. “Isso serve para comprovar o dano iminente e grave lesão, a meu sentir denotando a potencial dilapidação do patrimônio da empresa. Ninguém está obrigado a sair de imóvel do qual é proprietário”, disse.

 

OUTRO LADO

 

"Não há atraso nos pagamentos"

 

Por meio de nota, a Viação Itapemirim informou que a manifestação que ocorreu na empresa foi “exagerada e de forma a caluniar e denegrir a imagem da empresa”, pois era necessária comunicação prévia.

 

A empresa também registrou boletim de ocorrência devido à mensagem compartilhada pelo WhatsApp em que uma pessoa ligada à família Cola estaria cobrando dos sindicatos que fizessem paralisações.

 

A empresa também informou que não tem salários atrasados. No entanto, devido ao período de baixa, que reduz o faturamento da empresa significativamente, ocorreu o fracionamento do salário dentro do mês. A Itapemirim também informou que as férias, que estavam sendo pagas nos dois últimos meses de forma atrasada, já foram regularizadas.

 

Em relação ao plano de saúde, a empresa informou que houve um erro, mas que as providências para corrigir o problema estão sendo tomadas. Também confirmou que os 13º salários serão parcelados em três vezes.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

*Com informações da Gazeta Online/RedaçãoIOL

Últimas Notícias

TV IOL- Canal Livre

Divirta-se

Colunistas

Destaques






Previsão do Tempo

Dicas das Estradas

Parceiros do IOL