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 16 de Novembro de 2018

A equipe do presidente eleito Jair Bolsonaro movimenta- se em busca de nomes para assumir os ministérios do futuro governo, que terá início em janeiro de 2019. Até o momento, cinco nomes foram confirmados, alguns deles já amplamente anunciados, como o do deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que chefiará a Casa Civil, e do economista Paulo Guedes, que será o responsável pelo "superministério" da Economia.

 

A equipe pretende reduzir a quantidade de ministérios - atualmente o Governo Federal conta com 29 pastas. A ideia é contar com, no máximo, 17 ministérios. Para isso, haverá a fusão de algumas pastas, como as da Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio Exterior, que formarão o "superministério" de Economia - cujo ministro será Paulo Guedes.

 

Outra fusão prevista envolve os ministérios da Infraestrutura e de Transportes. Já a pasta de Desenvolvimento Social poderá ser unida à dos Direitos Humanos. Haverá ainda a fusão do Ministério da Justiça com o da Segurança Pública, que será chefiado por Sérgio Moro.

 

Bolsonaro chegou a cogitar a união dos ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura, mas, devido à repercussão negativa do anúncio, o presidente eleito deverá manter as duas pastas distintas. Também permanecerão separados os ministérios da Defesa, Trabalho, Minas e Energia, Relações Exteriores, Saúde e o Gabinete de Segurança Institucional.

 

Veja quem ocupará os ministérios do governo Bolsonaro:

 

Ministério da Justiça e Segurança Pública - Sérgio Moro

 

 

Sérgio Moro é juiz federal desde 1996. Como titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, passou a ser conhecido nacionalmente em 2014, com sua atuação na operação Lava Jato, que apurou crimes cometidos naquele que foi considerado o maior escândalo de corrupção e lavagem de dinheiro já registrado no Brasil.

 

Na Lava Jato, Moro foi o responsável por julgar, em primeira instância, políticos e empreiteiros denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) por envolvimento no esquema. Outro caso em que atuou foi o do Banestado, entre 2003 e 2007, quando julgou um escândalo de evasão de dezenas de bilhões de reais do Banco do Estado do Paraná. O caso ocorreu década de 1990.

 

Sérgio Moro aceitou o convite para assumir o Ministério da Justiça durante reunião com Jair Bolsonaro, nesta quinta-feira (01), no Rio de Janeiro. O magistrado disse ter sido motivado pela perspectiva de "implementar uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado".

 

Conforme estabelecido pela equipe do presidente eleito, a pasta deverá passar uma por uma fusão com recém-criado Ministério da Segurança Pública. Caso isso se confirme, Moro também terá gerência sobre a Polícia Federal.

 

Antes de oficializar o convite a Moro, Bolsonaro já havia se referido ao juiz federal como um "grande símbolo" da luta contra a corrupção. Sérgio foi cotado pelo presidente eleito também para uma vaga no Supremo Tribunal Federal - durante o mandato de Bolsonaro serão abertas duas vagas na Corte por aposentadoria compulsória, a do ministro decano Celso de Mello, em novembro de 2020, e a de Marco Aurélio Mello, em julho de 2021.

 

Ministério da Ciência e Tecnologia - Marcos Pontes

 

 

O tenente-coronel Marcos Pontes foi o primeiro – e único, até hoje – brasileiro a viajar para o espaço, em 2006. A bordo da nave russa Soyuz TMA-8, Pontes foi à Estação Espacial Internacional e ficou por oito dias no laboratório espacial, onde realizou experimentos para a Agência Especial Brasileira (AEB).

 

Pontes é formado em engenharia pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e mestre em engenharia de sistemas pela Naval Postgraduate School, na California (EUA). Em 1998, foi selecionado para o programa na Nasa – agência especial americana – e, naquele mesmo ano, foi declarado oficialmente astronauta.

 

Marcos Pontes foi confirmado como ministro da Ciência e Tecnologia na última quarta-feira (31). Nas eleições 2018, além de atuar na campanha de Jair Bolsonaro à Presidência da República, ele concorreu como segundo suplente do senador eleito Major Olímpio (PSL-SP).

 

Em 2014, Pontes já havia se candidatado a deputado federal por São Paulo. No entanto, com pouco mais de 43 mil votos, não conseguiu se eleger.

 

Ministério da Defesa - General Augusto Heleno

 

 

Filiado ao PRP, Augusto Heleno é general da reserva do Exército brasileiro. Graduou-se em 1969 na Academia Militar das Agulhas Negras, localizada em Resende, no Rio de Janeiro, e acumulou 45 anos de serviço até ir para reserva, em 2011. Durante o período, chefiou as tropas brasileiras no Haiti e o comando militar da Amazônia.

 

Para as eleições 2018, o militar chegou a ser cogitado como vice de Bolsonaro, que foi seu cadete nas Forças Armadas. Ele era opção antes de Hamilton Mourão, também general, que agora ocupa o cargo. Os dirigentes do PRP afirmaram que não era de interesse da sigla que ele assumisse o posto.

 

Heleno e Bolsonaro se conheceram na década de 1970, na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN). A proximidade, no entanto, veio após o impeachment da presidente cassada Dilma Rousseff. Procurado pelo próprio Bolsonaro para ajudar com a campanha, Heleno montou uma equipe ampla para discutir propostas de governo.

 

Para Heleno, o Ministério da Defesa tem uma estrutura sólida e foi uma das pastas menos afetadas pelas gestões dos últimos governos, as quais qualificou como "catastróficas". Segundo o general, a influência político-partidária não foi capaz de modificar as diretrizes do ministério. Entre os desafios do novo ministro, o aliado de Bolsonaro citou o aumento da integração entre as Forças e a luta por orçamento, "tendo consciência das restrições".

 

Ministério da Casa Civil - Onyx Lorenzoni

 

 

Veterinário de formação, Onyx Lorenzoni é filiado ao DEM e deputado estadual pelo Rio Grande do Sul, cargo para o qual foi reeleito nas eleições deste ano - sendo o segundo candidato mais votado de seu Estado.

 

O futuro ministro da Casa Civil encerra, neste ano, seu quarto mandato consecutivo na Câmara dos Deputados. Lorenzoni exerceu seu primeiro cargo político como deputado estadual pelo Rio Grande do Sul, em 1995. Ficou na Assembleia Legislativa gaúcha até 2002, ano em que foi eleito deputado federal pela primeira vez.

 

Em 2016, Lorenzoni tornou-se relator do projeto que transforma em lei as dez medidas contra corrupção, propostas pelo Ministério Público Federal. Na operação Lava Jato, o deputado foi citado em delação de executivo da Odebrecht como suposto destinatário de R$ 175 mil para sua campanha de 2006. A denúncia, no entanto, foi arquivada pelo STF a pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que afirmou que as diligências realizadas não foram suficientes para comprovar o suposto crime.

 

Aliado de Jair Bolsonaro, Onyx Lorenzoni, cuja amizade com o presidente eleito remonta aos tempos de Congresso, é entusiasta e apoiador de sua candidatura desde o início. Trabalhou em costuras locais pró-Bolsonaro nas eleições e está encarregado das conversas com outros deputados para angariar apoio e montar a base parlamentar do governo. Além disso, Lorenzoni foi o escolhido para coordenar a equipe de transição do novo governo.

 

Ministério da Economia - Paulo Guedes

 

 

Mestre em economia pela Universidade de Chicago (EUA) e presidente do conselho de administração da Bozano Investimentos, Paulo Guedes é conhecido por defender o liberalismo econômico e defende medidas como a Reforma da Previdência. O economista será o responsável por chefiar o chamado "superministério" de Economia, que englobará as pastas da Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio.

 

Guedes foi a primeira indicação do presidente eleito a assumir algum ministério em seu governo. Até pouco tempo neófito no mundo político, Paulo Guedes foi apresentado a Bolsonaro em novembro do ano passado e uniu-se ao grupo oficialmente neste ano. Tornou-se fiador de seu projeto liberal e muleta de primeira quando o assunto na campanha se voltou para a economia - passou a ser chamado jocosamente pelo próprio candidato de "Posto Ipiranga".

 

Paulo Guedes também coordena um grupo grande de técnicos, entre economistas, advogados e outros especialistas, que trabalham no plano de governo. Ele tem feito sondagens para cargos no futuro governo, entre executivos de bancos e gestoras e integrantes da equipe de Michel Temer.

 

Ainda durante a campanha eleitoral de Bolsonaro, o Ministério Público Federal abriu uma investigação criminal, sob suspeita de gestão fraudulenta praticada por Guedes. Ele estava à frente de fundos de investimentos (FIPs) que receberam R$ 1 bilhão, entre 2009 e 2013, de fundos de pensão ligados a empresas públicas. Os advogados do futuro ministro afirmaram, na época, que a abertura da apuração era "uma afronta à democracia", cujo principal objetivo seria confundir o eleitor.

 

Outros ministérios

 

Ainda falta definir os responsáveis pelos seguintes ministérios: Educação, Cultura e Esporte; Agricultura; Meio Ambiente; Trabalho; Saúde; Minas e Energia; Relações Exteriores (está em discussão se será um diplomata ou alguém formado em relações internacionais); Integração Nacional (ainda não está definido, mas deve juntar com Cidades e Turismo); Infraestrutura, juntando com Transportes; Gabinete de Segurança Institucional (pode mudar o nome para ministro de Segurança Institucional, em vez de ministro chefe do gabinete, e deverá ser ocupado por um nome ligado ao Exército); Desenvolvimento Social junto com Direitos Humanos (pode ser uma mulher ligada a movimentos).

 

A medida que novos ministros forem confirmados para o governo Bolsonaro, os dados desta publicação serão atualizados.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

*Com informações Folha Vitória/Redação IOL

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