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 24 de Setembro de 2018

O Plenário Dirceu Cardoso foi palco nesta quinta-feira (14) de discursos pela unidade contra a violência doméstica no Estado.

  A realização do VII Fórum de Políticas Públicas de Enfrentamento a Violência contra a Mulher e Aplicabilidade da Lei Maria da Penha nos municípios do Espírito Santo contou com a presença de autoridades de diversos poderes, entre elas o presidente do Tribunal de Justiça do Estado, desembargador Pedro Valls Feu Rosa, e mulheres representantes de diversos governos municipais, defensoria pública e associações.

No evento organizado pelas deputadas Luzia Toledo (PMDB) e Janete de Sá (PMN), o presidente do TJ fez um apelo às pessoas públicas para que um trabalho integrado traga condições que mudem a realidade do Espírito Santo, campeão no ranking nacional de violência doméstica. “Copa no Brasil, Olimpíada no Brasil, torcemos até para que o Papa seja brasileiro. O Brasil que tanto quer se apresentar ao mundo precisa olhar pra sua casa”, cobra Feu Rosa ao salientar que o brasileiro detém uma cultura de tolerância com as diversas violências.
 
O desembargador esteve presente ao evento para apresentar o projeto-piloto do Tribunal de Justiça batizado de “botão do pânico”. A proposta consiste em fornecer dispositivo eletrônico com GPS e chip de celular que poderá ser acionado pela mulher toda vez que ela se sentir ameaçada pelo seu companheiro, e uma central enviará uma viatura até o local. “Todo o som ambiente será gravado para servir posteriormente como prova judicial”, destaca.
 
Luzia Toledo apontou o botão do pânico como a “alavanca para combater a violência contra a mulher”. A parlamentar destacou também a importância do fórum para a definição de política pública e mobilização do governo Estadual nos últimos anos. “Hoje já temos quatro varas especializadas para atendimento às mulheres, proposta da carta do primeiro fórum, realizado em 2007”.
 
A peemedebista destacou com otimismo o programa ‘Mulher: viver sem violência’, lançado esta semana pelo Governo Federal e que consistirá em investimento na ordem de R$ 265 milhões em ações de defesa e proteção à mulher nos próximos dois anos na Casa da Mulher Brasileira. O órgão, que inicialmente será lançado em todas as capitais do país, disponibilizará serviços como delegacias especializadas, defensorias, promotorias, equipe psicossocial e equipe para orientação ao emprego e renda.
 
Lembrando que a política é dominada pelos homens, a deputada Janete de Sá reforçou em seu discurso que a violência contra a mulher vai além do dano físico e psicológico. “A violência afeta sua saúde e atrapalha a sua participação na vida pública”, aponta a parlamentar, que lamenta ainda o custo elevado da violência e os índices capixabas vergonhosos.
 
Para a coordenadora de políticas para mulheres do Governo do Estado, Laudicéia Schuaba Andrade, que apresentou ao plenário dados e realizações do Espírito Santo na área, o problema está longe de ser resolvido, pois é preciso provocar mudanças culturais. “Vivemos a cultura da violência e resolvemos qualquer problema através dela. Como é triste saber que se mata tanta mulher”, lamenta.
 
Fonte: Web Ales

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