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 18 de Janeiro de 2018

Grande Vitória-ES: Há três dias, o advogado Lucio Giovanni Santos Bianchi, 35, foi preso por espancar com chutes, socos e puxões de cabelo sua ex-mulher, uma enfermeira de 37 anos, em frente à praça de Jardim Camburi, em Vitória. A agressão flagrada no meio da rua é o retrato mais explícito de uma violência que por tantas vezes ocorre de forma velada, ocultada pelas paredes das residências, mas que não deixa de crescer, como revelam os dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).

 

De janeiro até agora, 4.152 ocorrências de agressões contra mulheres foram registradas nas delegacias de Vitória, Vila Velha, Cariacica, Serra, Viana e Guarapari. Isso significa que a cada duas horas, uma mulher é agredida na Grande Vitória. Do total de queixas, 2.778 deram origem a pedidos de medidas protetivas de urgência.

 

Os crimes, segundo a delegada titular da Delegacia de Atendimento à Mulher de Cariacica, Michelle Meira, se caracterizam tanto por ameaça quanto por lesão corporal por parte dos parceiros. Conforme explica a delegada, em grande parte dos casos as mulheres só descobrem que são vítimas de um relacionamento abusivo quando chegam às delegacias.

 

“Há situações em que a mulher vive em um ambiente violento, mas acha que é porque o homem está sob o efeito de álcool e drogas. Na verdade isso é apenas um potencializador”, enfatiza Michelle, que também aponta os motivos pelos quais as vítimas ainda enfrentam dificuldades para denunciar seus agressores.

 

“Há o fator emocional, pois não estamos falando de um desconhecido e sim do pai dos filhos daquela mulher, com quem ela convive há anos. E há também o fator patrimonial, já que muitas mulheres acabam não tendo condições de sair de casa naquele momento por não terem autonomia financeira”.

 

HISTÓRICO

 

Para a delegada, muitas vítimas só denunciam os abusos após passarem por vários episódios de violência. A promotora de Justiça e coordenadora do Núcleo de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher (Nevid) do Ministério Público Estadual, Claudia Garcia, afirma que o mesmo ocorre nos casos de feminicídio, quando a mulher é morta em razão de seu gênero.

 

“Quando lemos os depoimentos, verificamos que havia violência física, psicológica, emocional há muito tempo, em uma escalada de violência”, pontua ela, que alerta: “Nossas estatísticas mostram que a maior chance de evitar a morte é a denúncia. Não pode sofrer calada”.

 

Para Claudia não há mais lugar para a expressão “crime passional” como justifica para os delitos. “ O crime passional é fruto do machismo e das relações assimétrica. Ele entra como permissão para o homem praticar e não aceitar o não da mulher”, afirma.

 

O secretário estadual de Segurança Pública, André Garcia, acredita que os números sejam maiores do que os registrados, pois ainda há quem não denuncie. “É um crime cheio de vergonha, de medo e de constrangimentos e há também uma pressão familiar”. Por isso, Garcia ressalta que as ações do governo do Estado têm como principal objetivo fazer com que todos que presenciem esse tipo de violência, denunciem os agressores.

 

NÚMERO DE FEMINICÍDIOS CRESCE NO ES

 

O número de feminicídios já confirmados no Estado entre janeiro e novembro passou de 31 em 2016 para 37 este ano. Do mesmo modo, os casos de homicídios contra mulheres também aumentaram neste mesmo período, subindo de 99 para 123.

 

De acordo com o secretário de Segurança, André Garcia, após uma queda em 2016, os crimes voltaram a crescer, aproximando-se da média de anos anteriores. Como eles ainda estão sob investigação, não é possível afirmar quantos se tratam de feminicídios. “Mas acredito que sejam em torno de 50% ou mais”, diz Garcia.

 

Recentemente, mais um caso de feminicídio foi elucidado. Na última quinta-feira, o pedreiro Silvio Fabiano de Carvalho Vieira por matar e concretar o corpo da namorada Graciele Santos Vieira em um sítio localizado em Fundão após um suposto ataque de ciúmes. O assassinato ocorreu em 14 de abril deste ano.

 

A promotora de Justiça Claudia Garcia afirma que, segundo estimativas de instituições, como a Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 70% dos homicídios de mulheres no mundo são feminicídios.

 

André Garcia destaca que para reverter a situação é preciso investir em uma mudança cultural ao longo dos próximos anos. O secretário destaca ações como a Patrulha Maria da Penha e as visitas tranquilizadoras feitas às mulheres que possuem medidas protetivas de urgência, além de do programa “Homem que é Homem”, voltado para a conscientização de homens agressores de mulheres. Policiais Militares também vêm sendo treinados para lidar com tais situações.

 

ONDE DENUNCIAR

 

Ligue 180 (específico para a violência contra a mulher)

Ciodes: 190

Disque-Denúncia: 181

Plantão Especializado da Mulher (PEM): 3323-4045

Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Cariacica: 3136-3118

Deam de Guarapari: 3262-7022

Deam de Serra: 3328-7217 / 3328-2869

Deam de Viana: 3255-1171 / 3255-3095

Deam de Vila Velha: 3388-2481

Deam de Vitória: 3137-9115

Deam de Aracruz: 3256-8186

Deam de Colatina: 3177-7121

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

*Com informações Gazeta Online/Redação IOL

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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