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 22 de Fevereiro de 2024

A Emenda Constitucional, aprovada à surdina e em tempo recorde com a votação de 25 dos 30 deputados estaduais, permitiu a antecipação da eleição da Mesa Diretora da Assembléia Legislativa do Espírito Santo, inicialmente prevista para acontecer no dia 1ª de fevereiro de 2021.

 

Erick Musso (Republicanos) da nova geração de políticos havia sido reeleito, no último dia 27, após a antecipação da eleição da Mesa Diretora da Assembléia Legislativa em mais de 450 dias. Isso só foi possível após os deputados estaduais aprovarem, em dois turnos, proposta de Emenda à Constituição (PEC) que antecipou o pleito. Uma chapa foi registrada, e um grupo de parlamentares ainda tentou articular uma chapa concorrente, mas sem sucesso.

 

Além de Erick Musso, a nova Mesa Diretora era composta pelos deputados Marcelo Santos (PDT), como 1° vice-presidente; Torino Marques (PSL), 2° vice-presidente; Adilson Espindula (PTB), 1° secretário; Freitas (PSB), 2° secretário; Marcos Garcia (PV), 3° secretário; e Janete de Sá (PMN), 4° secretário.

 

A chapa única foi eleita com 24 votos a favor e 5 contra. Votaram contra a chapa os deputados Fabrício Gandini (Cidadania), Iriny Lopes (PT), Luciano Machado (PV), Dary Pagung (PSB) e Sergio Majeski (PSB). O deputado Theodorico Ferraço (DEM) não votou.

 

Tal manobra gerou repercussão negativa e duras críticas por todos os lados, alguns deputados da ALES, OAB-ES e Governador Renato Casagrande. Após se dar conta da verdadeira “lambança política” eis que o nobre deputado Erick Musso (Republicanos) recuou e resolveu renunciar ao resultado da votação, que garantia a extensão do seu mandato até 2023. Rapidamente divulgaram uma “carta ao povo do Espírito Santo”, ou também podemos rebatizar por “carta viola no saco”.

 

Erick Musso/Foto/Reprodução/Ales

 

Trocando em miúdos o que está em jogo, na realidade são as articulações para as eleições municipais do próximo ano e a sucessão do governador em 2022 cobiçado por Erick e seu grupo. No tabuleiro da política as peças têm que se mexer com muita sutileza e cautela, fazer jogadas mirabolantes ou de alto risco pode colocar tudo a perder.

 

Como diria minha avó “quem nunca provou do mel, quando prova se lambuza”.

 

Quem viver verá!!

 

 

 

Por Giovanni Malanquini

Colunista

 

 

*Graduado em Engenharia de Petróleo e Gás e Ambiental e Pós-Graduado em Engenharia de Segurança do Trabalho.

 

 

 

 

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