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 19 de Abril de 2019

É culpa do governo, é culpa do meu chefe, é culpa do fulano que não agiu dessa maneira ou de outra. Cruzar os braços e apenas apontar o dedo para encontrar culpados para os problemas, sejam de ordem pessoal ou social é sem dúvida, muito mais prático e reconfortante. Mas se responsabilizar, se informar, questionar valores e atitudes pode ser incômodo e trabalhoso, mas é também libertador, porque agora você assume as rédeas e a sua parcela de responsabilidade na desordem que tanto se queixa, para poder quem sabe, organizar ao menos a sua parte nesse caos.

 

A crise? Há crise? Ao ouvir essa palavra é comum utilizá-la imediatamente como justificativa para grande parte dos problemas e muitas vezes se conformar por estar numa situação bem diferente da qual desejaria estar. Não deixa de ser um momento caótico, mas ao mesmo tempo bastante confortável, dependendo da ótica pela qual se enxerga e principalmente o modo como se posiciona frente a isso. Se colocar numa situação dramática e de conformismo é um tanto quanto tentadora nesses momentos.

 

 

Mas qual é a crise real? A crise financeira do país, a crise política? E isso tudo não é apenas um reflexo de uma sociedade que já se encontrava em crise há muitos anos? Talvez esse seja o momento de transformar, de mudar valores, quebrar tabus e conceitos deturpados, talvez essa seja a verdadeira “crise” que tanto incomoda. Mas e esse incômodo? Ele serve para uma real transformação ou apenas para apontar culpados?

 

 

Como dizia Freud: Qual a sua responsabilidade na desordem pela qual você se queixa? Essa pergunta é totalmente relevante para entender o porquê da situação que vivemos. No entanto, se perguntarmos às pessoas como elas enxergam a crise, a maioria acredita que é sempre algo criado por outros, pela qual que não se tem responsabilidade e que somos completamente impotentes.

 

 

Que tal começar se questionando sobre a sua própria vida, sobre as suas questões e escolhas pessoais. Como você lida com os seus problemas, como tenta evoluir através deles? Você apenas senta, reclama e espera a maré levar? Ou escolhe ser o responsável pelas perdas e ganhos, pelos erros e acertos? Enquanto não percebermos qual é a nossa responsabilidade nos problemas e frustrações pelos quais estamos passando, nada irá mudar. E isso não engloba apenas olhar para o próprio umbigo, mas sim enxergar em um âmbito muito mais amplo que inclui também o seu papel na sociedade.

 

 

A crise pode ser algo que nos ajuda a transformar valores ultrapassados para podermos construir novos conceitos e atitudes mais éticas e humanas. Talvez o que chamamos de crise, seja um recomeço, um momento de mudanças significativas, em todos os setores, seja sua própria crise financeira, a crise no seu relacionamento, a crise no seu trabalho, a crise na sua família, a crise no seu país!

 

 

E nós, sabemos cumprir deveres ou apenas queremos ganhar os nossos direitos no grito? Vivemos com retidão ou apenas reclamamos da política e não perdemos a oportunidade de levar alguma vantagem? Temos pesos e medidas iguais para nós e para os outros? Vivemos o que pregamos e valorizamos o que conquistamos?

 

 

Somos todos responsáveis pelas desordens das quais nos queixamos, pela desordem da qual vivemos e sabemos que não são poucas. Sejam de ordem pessoal ou não, alguma coisa podemos fazer pra mudar o que desagrada, o que incomoda, o que está aguardando para ser transformado.

 

 

 

Por Monica Bello

Colunista

 

*Editora do Blog Eleve-se, Formada em Tradução e Interpretação, professora de inglês e tradutora com vasta experiência e estágios nos Estados Unidos e Austrália.

 

 

 

 

 

 

 

Links relacionados:http://obviousmag.org/muito_alem_do_obvio/2016/qual-a-sua-responsabilidade-na-desordem-da-qual-voce-se-queixa.html

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