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 24 de Novembro de 2017

A Procuradoria-Geral da República pediu nesta sexta- feira (08) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prisão preventiva do dono da JBS, Joesley Batista, do diretor da empresa Ricardo Saud e do ex-procurador Marcello Miller. O advogado é suspeito de fazer jogo duplo, ou seja, atuar como investigador do grupo de trabalho da Operação Lava Jato e, ao mesmo tempo, defender os interesses de executivos da J&F no início deste ano, conforme entendimento unânime da equipe de auxiliares mais próximos do procurador-geral Rodrigo Janot. Miller continua a prestar depoimento na noite desta sexta-feira na sede da Procuradoria Regional da República da 2ª Região, no Centro do Rio. O depoimento já dura mais de sete horas.

 

Os pedidos de prisão serão encaminhados ao relator da Lava Jato no STF, ministro Edson Fachin. Ele ainda não teve acesso aos pedidos. A tendência é que examine com cautela ao longo do fim de semana antes de tomar uma decisão.

 

A equipe do procurador-geral considera que, ao patrocinar a defesa do empresário Joesley Batista e outros delatores da J&F, controladora da JBS, o ex-procurador incorreu em crimes como envolvimento com organização criminosa, exploração de prestígio e obstrução de Justiça.

 

Ministros do STF teriam se irritado com o conteúdo de uma conversa de quatro horas entre Batista e Saud. Na conversa, gravada involuntariamente, os dois falam sobre arrancar do ex-ministro José Eduardo Cardozo revelações comprometedoras sobre ministros do STF.

 

Os dois também discorrem sobre contatos e favores recebidos de Miller no período que pré-tratativas do acordo de delação premiada deles e de outros executivos da J&F. Miller pediu exoneração em 5 de março deste ano, mas a portaria de demissão só passou a valer a partir de 5 de abril. Neste período ele teria se apresentado como advogado e atuado em defesa dos interesses dos executivos da J&F.

 

CONFIANÇA

 

Para auxiliares do procurador-geral, Miller traiu a confiança de Janot e colocou em risco importantes investigações derivadas do acordo de delação dos executivos. Nas discussões internas da equipe de Janot, isso configuraria obstrução de Justiça, organização criminosa e exploração de prestígio.

 

Batista e Saud entregaram os áudios na quinta-feira da semana passada, último dia do prazo para a apresentação de todos os documentos prometidos no acordo de delação. Surpreendido com o conteúdo do diálogo, Janot anunciou, na segunda-feira, abertura de um processo de revisão do acordo de delação dos executivos. 

 

Em depoimento prestado na quinta-feira, Batista, Saud e o advogado Francisco de Assis, também delator, disseram que as referências aos ministros do STF eram bravatas típicas de “conversa de bêbados”. Eles teriam bebido uísque enquanto conversavam sobre as estratégia para obterem os acordo de delação com imunidade penal.

 

PGR pediu nesta sexta-feira (08) ao STF a prisão preventiva do dono da JBS, Joesley Batista, do diretor da empresa Ricardo Saud e do ex-procurador Marcello Miller.Foto/Reprodução

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

*Com informações do Portal Gazeta Online/Redação IOL

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