Olá! Seja bem vindo ao nosso site. 

 19 de Fevereiro de 2018

Itapemirim ganhou mais um belo local de lazer nesta terça-feira (16). Foi inaugurada a Praça Irmã Cleusa Carolina Rody, que fica na rotatória da Vila, próxima à escola Washington Pinheiro Meirelles. O local, completamente repaginado, conta com um belo jardim e aparelhos de ginástica para quem quiser colocar a forma física em dia. A inauguração foi realizada às 17h e foi marcada por uma missa campal realizada pela paróquia Nossa Senhora do Amparo. 

 

Durante a inauguração, o prefeito em exercício, Thiago Peçanha Lopes, falou sobre o cuidado especial que teve na elaboração do projeto da nova praça. “Essa obra fiz questão de acompanhar de perto, porque essa é uma das portas de entrada da nossa cidade e eu quero que ela seja um simbolo de fé e esperança em dias melhores e não poderia ser melhor começar a história dela com uma missa. Eu sei que vou passar por aqui e me lembrar de muita gente boa que fez parte da história desse município, que é uma história carregada de beleza”, disse Dr. Thiago.

 

Confira um pouco da história de Irmã Cleusa Carolina

 

Irmã Cleusa Carolina Rody Coelho, nasceu em Cachoeiro de Itapemirim no dia 12 de novembro de 1933. Fez seus votos de vida religiosa na Congregação das Irmãs Missionárias Agostinianas Recoletas no dia 3 de outubro de 1953. Foi morta brutalmente no dia 28 de abril de 1985, no Rio Paciá, em Labrea-AM, em defesa da paz e da vida dos povos indígenas (esse trecho fez parte da abertura do processo de sua canonização).

 

O mundo de Irmã Cleusa

 

O mundo de Irmã Cleusa era um mundo de esperança: presos, drogados, hansenianos, índios, idosos… são testemunhas do quanto ela desejava ajudá-los.

O mundo de Irmã Cleusa era um mundo de perdão e de paz: em seu coração cabiam todas as pessoas…

O mundo de Irmã Cleusa era um mundo justo: testemunhas disso são todas as pessoas injustiçadas com as quais trabalhou e a quem orientou…

O mundo de Irmã Cleusa era um mundo do Reino de Deus: sua profunda espiritualidade impressionou a muitas pessoas. O Reino de Deus e a sua justiça constituíram a força de toda a sua vida!

O mundo de Irmã Cleusa era um mundo de fortaleza: sempre estava disposta a tudo, contando que fosse para servir ao necessitado…

 

Navegando para a morte

 

Ao chegar a Japiím, Cleusa encontrou a aldeia deserta. Na manhã seguinte, apareceu o cacique Agostinho com os seus. Tinham se escondido na selva. Cleusa lhe recomendou permanecer na aldeia e manter a calma, porque ela iria a Lábrea (Amazonas) para denunciar os fatos às autoridades. 

 

Cleusa e Raimundo Paulo iniciaram sua volta a Lábrea descendo o rio Passiá quase ao mesmo tempo em que Raimundo Podivem (índio Apuriná) começava a subir o rio em sua procura. Já no dia anterior os tinha ameaçado de morte na presença de algumas testemunhas. Até que as canoas se encontraram. 

 

Raimundo Podivem um ano antes, Cleusa o tinha encontrado muito doente na aldeia indígena Arapaçú. Cleusa o levou a Lábrea e o cuidou até que se recuperasse. Cleusa o reconheceu na outra canoa e lhe fez um sinal para conversar. Mas Raimundo Podivem disparou um tiro em Raimundo Paulo. A bala lhe atingiu na região lombar.

 

— Joga-te na água, meu filho, tu tens filhos para cuidar, gritou Cleusa a Raimundo Paulo.

 

Raimundo Paulo, ferido, dormiu na selva. Conseguiu chegar a Lábrea às quatro da tarde da segunda-feira. Refugiou-se na polícia. O agostiniano recoleto Jesús Moraza (foi bispo de Lábrea) e a missionária agostiniana recoleta Josefina Casa Grande o visitaram e ele lhes contou o que sabia. Iniciaram-se horas e dias de desconforto e aflição. 

 

Em todos existia a Esperança de encontrá-la com vida. Raimundo Paulo somente sabia que tinha sido levada rio acima por Raimundo Podivem. No dia 3 de maio foi localizado o corpo. 

 

No dia 4 de maio uma expedição (Moraza, o chefe da polícia militar com três soldados, um médico, um índio e o guia) chegaram onde estava o corpo. Às sete da noite chegavam ao hospital de Lábrea, onde se realizou a autopsia: costelas quebradas; crânio e coluna fraturados; braço direito parcialmente separado do corpo; bala de escopeta no tórax e nas costas. A mão direita não foi encontrada. Às nove horas, Cleusa foi enterrada, devido ao adiantado estado de decomposição. 

 

As testemunhas dos últimos momentos de Cleusa foram o céu e a natureza amazônica, a terra que ela amou. Somente Deus lhe bastou durante sua vida e também em sua morte. Cleusa foi uma religiosa de piedade ardente. Na Eucaristia encontrou forças para viver sua fé e aprender as lições de amor e entrega aos irmãos, aos que sofrem e são marginalizados, especialmente aos índios, por quem deu o supremo testemunho de amor com a entrega de sua própria vida.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

*Redação IOL

Últimas Notícias



TV IOL - Vídeos

O ES tem muitos encantos e amores - Confira!

Colunistas


Destaques

 


 





 


    

Previsão do Tempo

Dicas das Estradas

Parceiros do IOL